Alhambra, Granada.

Que a herança cultural deixada pelos mouros na península ibérica é indiscutivel todo mundo já sabe, mas na minha opinião nada se compara a revolução na arquitetura promovida por eles. E para nossa sorte, ainda preservada em muitos lugares. Um desses lugares é o Palácio de Alhambra em Granada, região da andaluzia na Espanha.

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Um pouco de História: A cidade de Granadapor cerca de 250 anos foi a capital moura, com o poder na mão da dinastia Násrida (1238-1492) que ali constituiu o maior reino mouro na penísula ibérica até o lugar ser tomado pelos Reis católicos no ano de 1492. Sob o poder dos Násridas, a cidade viveu seu período áureo com construções e um legado cultural que permanece até hoje.

Sobre Alhambra e Generalife: o complexo que engloba casas reais, um palácio, uma alcazaba (fortaleza), jardins, templos religiosos e pequenos edifícios é um dos pontos turísticos mais visitados da Espanha, com milhares de turistas por dia. Sobre isso é bom saber que se você deixar para comprar o ingresso no dia da visita , certamente não conseguirá, eu comprei um mês antes pela internet e ja não consegui o horário que eu queria para entrar no palácio. Mas consegui os tiquetes para o dia em que estaríamos  na cidade e tudo correu bem.

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Mas sem dúvida os dois pontos altos são o palácio com diversos pátios internos e reservatórios de água ricamente decorados com a arquitetura mourisca, cada pedacinho da construção tem azulejos coloridos e detalhes esculpidos em pedra e madeira.

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E outro ponto que é um encanto só são os jardins. São vários espalhados pelo complexo, cada um mais bonito do que o outro com flores e pássaros e um perfume no ar maravilhoso.

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Serviço:

Como chegar: na época (junho de 2011) fomos de Madri para Granada de onibus super confortável por cerca de 22 Euros e com duração de 5 horas.   Depois fomos para Barcelona de avião pela Vueling, como adquirimos os bilhetes com antecedência, conseguimos a pechincha de 42 Euros por pessoa.

Para comprar o tíquetes via internet consulte aqui. Até o ano passado o responsável pela venda online dos ingressos era o Banco Servicaixa, porém consultando para uma amiga, notei que o site responsável agora é o ticketmaster Espanha.  Link atualizado para não haver erro. Na hora da reserva do horário para entrar no palácio, escolha os primeiros horários da manhã. Vai por mim, é melhor.

Onde ficar: procure hospedagens que fiquem pelo centro de Granada. A cidade não é muito grande mas é muito mais fácil passear  se você ficar pelo centro. Eu não vou indicar o hotel que ficamos porque não foi muito bom, estava muito quente na época e o ar condicionado não funcionava direito além de não ser muito limpinho. Mas as opções de hospedagens são muitas.

Como se locomover:  Para chegar ao Palácio você precisará pegar o onibus. Não se preocupe, se informe no hotel que irão lhe explicar onde fica o ponto mais próximo do ônibus para Alhambra.

este site aquivai te dar várias informações úteis.

Boa viagem!

Mercado Municipal de SP e restaurante Brasileirinho

O viajante remediado é apaixonado por vários lugares, cidades, músicas, pessoas, museus e São Paulo. É sério, sp, como gosto de chamar não é qualquer cidade, não é qualquer lugar… acho que em alguma das minhas encarnações fui paulista. Nunca me senti turista, mas sempre achava uma novidade em sp quando estava por lá. Gosto dos paulistas, apesar de terem dificuldades em ensinar os caminhos pra gente. Gosto do pastel da feira, de andar pelas ruas do bairro do Ipiranga, do Masp onde posso ficar cara-a-cara com um Van Gogh por 7 Reais, almoçar no Mercado Municipal e comprar frutas estranhíssimas e muito gostosas.

Esse aliás, merece mesmo um post. O Mercado Municipal de São Paulo é um caso a parte. Me lembro de vê-lo na novela da oito A próxima vítima e achar lindo. Frutas coloridas, vitrais e tudo o mais. Eu queria um mercado municipal desse tipo aqui no Rio. Imagina poder ia a feira sem derrerter no calor!!!

Sempre que posso almoço por lá. Escolho sempre o mesmo restaurante: o Brasileirinho. Comida nordestina com um precinho pra lá de bacana.

Se você não conhece ou não curte muito eu sugiro experimentar o prato chamado Baião de dois, uma mistura de arroz, feijão, carne e queijo coalho. Uma delicia que não pesa nem no bolso nem no estômago, porque a gente sabe que comida nordestina não é lá a comida mais light do planeta… Principalmente para quem não está acostumado. Mas aqui pode aproveitar tranquilamente.

Na entrada, peça o bolinho de aipim ( macaxeira ou mandioca)  com carne seca. 

O viajante remediado recomenda e muito o Brasileirinho, além de estar  localizado em um dos lugares mais interessantes de São paulo, o restaurante oferece delícias brasileiras como poucos.

O post ficou curtinho mas a fome tá grandona…

Uma tarde com Jorge Amado no museu da língua portuguesa – SP

Não tem jeito, São Paulo é o centro cultural do nosso país. Os museus e seus acervos reúnem na capital paulista o que há de melhor e mais moderno. De exposições históricas a mostras totalmente “modernosas”.

Um bom exemplo é o Museu da Língua Portuguesa. Localizado na histórica Estação da Luz, o museu aberto em 2006, trabalha com recursos de exposição dos mais modernos. A exposição permanente, por exemplo, destaca a importância da língua portuguesa para a formação da nossa cultura. Apresenta ainda as origens do nosso idioma utilizando recursos audiovisuais, mostrando a sua evolução e diversidade através dos tempos.

                

      

O espaço para exposições temporárias está com uma retrospectiva do escritor brasileiro Jorge Amado até 22 de julho. O viajante remediado em suas curtas porém sempre proveitosas viagens a sampa, aproveitou pra conferir.

A mostra que conta com o acervo pertencente da Fundação Casa de Jorge Amado, reúne fotos, exemplares originais, cartas, indumentária, objetos pessoais do escritor, entre outros. Uma exposição que valoriza a obra de Jorge Amado a partir da sua palavra escrita onde os personagens dão vida a riqueza cultural do nordeste.

O mundo rico em nuances e bastante característico de Jorge Amado ganha forma através das imagens e diversos objetos que compõem a cenografia da exposição. Desde objetos descritos em seus livros e utilizados pelos mais de 5 mil personagens até fotos da sua vida particular; com a família,  autoridades, recebendo prêmios mundo afora ou simplesmente sentado em frente a sua inseparável máquina de escrever sendo nada discretamente observado por uma das netas.

A iluminação de cores quentes e os telas que repassam cenas de especiais e séries adaptados para a tv, fecham uma exposição que além de mostrar um Jorge Amado desconhecido por muitos e relembrar suas obras já lidas e adaptadas para tantos idiomas, ressalta a importância da palavra pra descrever um Brasil que extrapola os livros.

Para o viajante remediado, oriundo da mistura do jeito desleixado do carioca com a alma arretada do nordestino, essa exposição foi muito mais do que uma simples retrospectiva da obra de Jorge Amado. Foi uma tarde de boas lembranças. Lembrar que um dos primeiros livros lidos foi o Capitães da Areia, lembrar da novela das oito, Tieta, lembrar das comidas de “santo”, o cuscuz, o bijú, a farinha seca… foi lembrar das tardes de vento forte à beira-mar. Jorge Amado mais uma vez me fez viajar pelo seu universo tão próximo e tão distante ao mesmo tempo.

Um dia em Toledo – Espanha

Conhecer a cidade de Toledo é viajar no tempo. Considerada Patrimônio da Humanidade, caminhar pelas construções toledanas é deixar-se levar pela grandiosidade de sua arquitetura perfeitamente preservada.

Chegamos de manhã cedo, o tempo estava nublado e chuviscava um pouco, mas mesmo assim a vista da cidade era impressionante e eu só conseguia me lembrar do significado de uma palavra que aprendi na escola: Feudo. Toledo parecia um feudo, uma cidade circundada pelo rio e por uma fortificação ainda preservada em vários pontos, tornando-a isolada de todo o resto. A cidade foi erguida assim porque havia sido a capital da Espanha medieval e essa era a  forma de mante-la segura e protegida. 

 

A cidade impressiona de longe, rodeado por altos muros do Rio Tajo.

Para chegar em Toledo vindo de Madri é simples:

De onibus, você pode comprar a passagem pela empresa Alsa . A viagem dura uma hora e meia.

De trem você  utiliza a empresa Renfe.  O trem é hiper confortável e tão rápido que nem dá tempo de olhar a paisagem do caminho – o percurso dura 30 minutos (são 70 quilômetros).  Não dê bobeira e compre com antecedência, os trens costumam lotar.

Optamos por passar um dia, voltando para Madri à tarde, mas se preferir passe uma noite

A terra que “adotou” o artista El Greco mistura em suas ruas e seus moradores três culturas que  juntas construíram a cultura hispânica e que deram a ela uma riqueza capaz de espalhar e se fixar pelo mundo afora. Cristãos, árabes e judeus ergueram igrejas, mesquitas, sinagogas e mesclaram seus costumes de forma única e ainda preservada por entre os muros de Toledo.

Uma menção especial merece a Catedral (a igreja gótica impressionante, concluída no século XV), que levou 250 anos para ficar pronta.  As fotos no interior estavam proibidas.

  

Parte da fortificação que cercava a cidade.

Os artesãos de Toledo são famosos por seu trabalho em aço (as espadas de Toledo são reconhecidas mundialmente) e o ouro “Damasquinado”. As espadas são encontradas em muitas oficinas na cidade. Não são peças baratas mas são lindíssimas. Talvez você não se interesse muito por espadas, o viajante remediado se interessa e muito por motivos óbvios (quem me conhece, sabe porque) mas achou melhor não comprar nenhuma… Mas outros objetos feitos em ouro damasquinado deu pra trazer.

 

Toledo é uma das cidades mais visitadas da Espanha, portanto não se preocupe se não compreender muito bem o espanhol. A comunicação sempre acontece e você não terá dificuldades para conhecer a cidade. O interessante de Toledo e caminhar pelas suas ruas estreitas, reparando os detalhes das contruções, a janelas, as portas em madeira entalhada, tudo parecendo como no original de séculos atrás. Como a área central da cidade é pequena, é possivel um fazer  bom tour a pé. Salvo algumas ladeiras mas nada que uma pausa em alguma lanchonete para uma água não resolva.

                                                    

                                                              

No final da manhã, as nuvens de chuva se dissiparam e o sol apareceu lindamente dando um colorido extra as contruções cor de terra.

Vale muito a pena conhecer uma das cidades mais encantadoras da Espanha,  separe um dia para ir conhecê-la. O caminho mais facil é através de Madri, Toledo fica pertinho da capital.

Buenos Aires -Argentina

O viajante remediado e sua equipe acabaram de voltar do feriado de Páscoa em Buenos Aires e sua impressão foi assim, digamos, nada de muito espetacular. A questão de que tudo é muito barato para a nossa moeda, é balela. As refeições não saíram tão baratas quanto nos disseram que seriam, os outlets não são centros de milagres consumistas e andar de táxi não é tão baratinho assim.

Bom, fizemos um roteiro bem turístico porque o tempo era escasso. Procuramos descobrir outros restaurantes e cafés para variar àqueles que já são conhecidos e tomando os cuidados básicos, conseguimos andar até tarde da noite pelo centro da cidade sem problema algum.

Por ser feriado, Buenos Aires estava cheio de brasileiros. Mas em uma quantidade tão absurda que trocamos Real por Peso só para pagar o táxi e comprar uma água no mercadinho, fora isso, os poucos dólares que tínhamos em casa serviu para comprar os tradicionais Alfajores Havana e o Real foi a moeda que utilizamos com maior frequencia.

Seguem algumas dicas básicas e práticas para sua visita a Buenos Aires sair como você sonhou:

 Leve adaptador de tomadas, lá a tomada é de três pontos.   

Mas não são aquelas de três pontos que estamos acostumados, não. Lembra aquela tomada de ar-condicionado? Então, é esse tipo que tem lá. No hotel que ficamos havia uma única tomada no salão de café que era adaptada para o carregador de celular. Foi a nossa sorte;

Fizemos três retiradas de dinheiro em caixas automáticas no Banco de La Nacion Argentina. Mas o saque era limitado a 400 pesos por dia. E toda vez que sacamos pagamos uma taxa de cerca de 17 Reais;

Se hospedar no microcentro, próximo a Puerto Madero e Calle Florida pode ser uma boa sim, por ali existem bons restaurantes e fica perto de tudo. No sábado, saímos para jantar quase 10 da noite e havia um bom número de restaurantes e cafés abertos;

     

Os ônibus não aceitam notas, somente moedas. Troque-as nas lojinhas de conveniência que existem em toda esquina;

Buenos Aires é uma cidade plana, portanto, caminhe. Aproveite a quantidade enorme de praças e espaços abertos;

O cemitério da Recoleta onde está o famoso túmulo da Evita Peron, é perda de tempo total, a não ser que você seja fã de carteirinha dessa senhora;

A feira de artesanato da Recoleta é super bacana, com artesanatos bonitos e com bons preços;

Prefira os radiotaxis, são mais corretos e não tem como embarcar em um falso;

Prove as empanadas;

Os bifes de chorizo são ótimos mas as “tiras de cuadril” (bifes de picanha), são impecáveis;

Sorvetes Freddo, nem pense em não provar;

Os alfajores Havanna são mesmo os mais gostosos. A marca Abuela Goye é mais chique, mas os doces são enjoativos. As marcas encontradas nos supermercados também não são lá essas coisas… Mas o Havanna… Não tem erro. Acredite, sempre haverá uma lojinha perto de você.

Dê uma passada pela Casa Rosada, lá dentro tem um pequeno museu que pode ser interessante se você estiver a fim de conhecer a história política do país.

Vá até o campus da faculdade de Direito e fotografe a floralis generica ou “flor de metal” . É uma escultura linda. Fica no bairro da Recoleta.

O barato de Buenos Aires é caminhar pelas avenidas e praças. A cidade é repleta de praças floridas e limpas. As principais avenidas são absurdamente largas nos dando a boa sensação de liberdade…

O centro da cidade com seus prédios imponentes e clássicos vale um tarde inteira de caminhadas.

 

Os bairros tradicionais também valem a visita,  Recoleta, Palermo,  San Telmo, La Boca  e o centro da cidade fazem de Buenos Aires uma boa opção para um feriado prolongado. Mas não espere conhecer tudo em 3, 4 dias. Buenos Aires é um cidade para ficar pelo menos, uma semana. Mas se você não tiver esse tempo, um feriado pode te dar um noção bem bacana e te deixar com vontade de voltar. 

É bom chegar cedo ao Aeroporto. As filas da imigração são gigantescas. Uma hora você perderá fácil em pé esperando a sua vez de ter o carimbo “recuerdo de la Argentina” no seu passaporte.

Boa viagem.